All Stars 11 | Grupo roxo e a roubalheira contra Joey Jay

Com drama, estratégias e evolução das queens na competição, terceiro bracket rendeu

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Para um bracket que começou apresentando looks confeccionados no Ateliê muito abaixo do esperado, no anticlimático Athletic Supporter Design Challenge, o grupo roxo do All Stars 11 deu a volta por cima com dois desafios de ótima concepção e resultados. Tamanho elogio não impediu que Joey Jay, a estrela do momento, fosse passada para trás.

Reunindo seis drags com pouco em comum e bastante  a provar, o terceiro bracket viu o triunfo de suas desbocadas competidoras: Jasmine Kennedie, da season 14, e Sam Star, da season 17, temporadas recentes da franquia. A primeira, autodenominada Mouth Almighty, voltou ao Ateliê com um tiquinho mais de estrogênio e confiança para dar e vender. A segunda, filha drag de Trinity The Tuck, não recorreu ao acervo da veterana e continuou encantando RuPaul com seu sotaque sulista.

Metade do elenco do terceiro grupo passou para a Semifinal (Foto: World of Wonder)

If You Were a Woman (And I Was a Man), de Bonnie Tyler, embalou o embate entre as duas, que terminou em vitória de Sam. O momentum foi interrompido no já querido Rappin’ Roast Redux, quando uma dupla inédita subiu ao Top da Semana. Em sua quarta participação no programa, Kennedy Davenport não se escondeu atrás do legado e botou para quebrar, destacando-se ao lado da Pork Chop da season 16, a simpática Hershii LiqCour-Jeté. 

Dona do melhor flow e cadência do episódio, Hershii redimiu a devastadora participação anterior, mas não deu para o cheiro no Lip Sync de The Ladies Who Lunch, interpretado por Kennedy como um número camp e com truques infinitos. Na aula de performance, a dançarina do Texas continuou entre as Melhores com That’s What She Said

As categorias do bracket foram Athletic Supporter Eleganza, Ladies Who Lunch e David Bowie, Icon (Foto: World of Wonder)

Desafio inédito na mitologia do programa, o último challenge do bracket roxo voltou aos tempos do The RuPaul Show e pediu para que as queens dublassem entrevistas icônicas da apresentadora. Cada competidora ficou responsável por criar histórias e inventar moda, vivendo tanto Ru quanto a convidada especial. 

Perdida entre competidoras vorazes, Shuga Cain, da season 11, foi atropelada nos looks, nas performances e no humor. Ao seu redor, além das já mencionadas vencedoras dos desafios, esteve Joey Jay, primeiro gay na história de Drag Race e uma promessa não realizada da época da season 13.

O bracket roxo teve a presença dos jurados convidados Juno Temple, Brian Tyree Henry e Bronwyn Newport, e o Pit Stop, com Bianca del Rio, recebeu Lydia B Kollins, Jorgeous e Valentina (Foto: World of Wonder)

Agora de peruca, Joey mostrou sagacidade nas conversas com Ru e na apresentação de sua drag, impecável em visuais arrojados e rabos de cavalo puxados até o fundo da alma. Fato é que ela poderia (e deveria) ter vencido os três episódios do bracket, mas nada disso aconteceu. Kennedy e Sam duelaram ao som da Rihanna de Breakin’ Dishes, decidindo as semifinais com os pontos MVQ.

Na dianteira, Kennedy somou sete. Empatadas com seis cada uma, Sam e Jasmine ganharam a bandeira branca de RuPaul, que avançou as queens apesar do número limitado de vagas. Na lista da loteria, Morgan McMichaels, Salina EsTitties e Joey Jay disputam na sorte a chance de retornar à competição. Aguardemos. 

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