Uma Última Morte reintroduz a identidade ferida do Justiceiro 

Jon Bernthal é protagonista e escrivão da primeira aventura solo do anti-herói no Universo da Marvel

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A tormenta do ex-militar Frank Castle (Jon Bernthal) foi explorada de maneira paralela aos principais conflitos de seu nêmesis Demolidor na Netflix e brevemente sob a tutela da Disney. Antes de voltar ao olho do furacão no novo filme do Homem-Aranha, o Justiceiro é protagonista de Uma Última Morte.

Terceiro título que ganha a alcunha de Apresentação Especial da Marvel, depois de Lobisomem na Noite e do Especial de Festas dos Guardiões da Galáxia, o episódio corre por menos de cinquenta minutos numa tarde particularmente atribulada do personagem principal.

The Punisher: One Last Kill tem nomes como Deborah Ann Woll e Jason R. Moore no elenco de apoio (Foto: Disney+)

Prestes a acabar com a própria miséria e sofrimento depois de perder a família e buscar friamente pela vingança como substituição do luto, Frank é encontrado por uma das poucas pontas soltas de seu passado sanguinolento: a viúva Gnucci (Judith Light), que coloca uma recompensa estratosférica pela cabeça do Justiceiro a fim de assistir ao circo pegar fogo de camarote.

Contra o relógio e sendo alvejado por todas as direções, Castle luta para sobreviver. O bairro da Little Sicily, uma região devastada pelo crime e pela ausência de um chefe do submundo, é palco para a carnificina de um homem esgotado.

Com pequenas participações de fantasmas, alguns vivos e outros mortos, do passado de Frank, Uma Última Morte é desprovido de qualquer estilo ou voz própria, soando como um capítulo avulso da anêmica temporada recente de Demolidor: Renascido.

A pequena Addie Bernthal, filha do protagonista, interpreta também a filha de Frank Castle, figura vital para o retorno do personagem à luz do sol e ao centro de Homem-Aranha: Um Novo Dia (Foto: Disney+)

Na direção, Reinaldo Marcus Green, com quem Bernthal trabalhou em King Richard, emula o melhor de Anthony Fuqua, mas tropeça em impor ritmo ou consistência ao especial da Marvel. O roteiro, assinado pelo cineasta ao lado do próprio protagonista, tem pouco a oferecer e menos tempo de tela que o necessário para destacar as particularidades e a importância do Justiceiro em meio aos demais heróis urbanos do estúdio.

Maio provou-se um mês agitado para Jon Bernthal, que assina também o roteiro de Gary, episódio extra de The Bear que segue uma viagem com seu personagem e o melhor amigo, papel de Ebon Moss-Bachrach, companheiro de MCU. Arriscando-se atrás das câmeras, o ator aponta esperanças para um futuro distante do holofote, por mais que os esforços da vez, com um Justiceiro pouco maduro para o estado vigente da Marvel.

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