Ela é uma de três protagonistas; ele é o diretor de todos os oito episódios. Ela ficou famosa ainda na adolescência, dançando fielmente a coreografia de Lady Gaga; ele trabalhou com as maiores drag queens da América. Ela é Brenna Jordan, ele é John Mark Hostetler, as mentes criativas que conceberam Sisters.
Microssérie original da emissora canadense OUTtv, a produção corre entre cinco e quinze minutos por capítulo e narra a morte de um homem – e a liberdade cedida para suas três esposas-irmãs. Agatha (Jordan), Elizabeth (Roz Hernandez) e Rebekah (Star Amerasu) não poderiam ser mais diferentes, mas encontram nos deveres matrimoniais com Harold (William Sibley) um norte a ser seguido.
Mas é em seu leito de morte que, agoniadas, as mulheres decidem burlar regras e inverter tradições, assim descobrindo a dor, o prazer, a alegria e o mistério da vida para além do casamento e da função de esposas. Rebekah está prestes a parir, e precisa do amparo das irmãs de coração para seguir em frente.

Os desafios são muitos: vizinhas que cobiçam, familiares que espionam e até uma proposta de nova união, o terror para quem acabou de entender que nem tudo é cinzento quanto parecia. No elenco, Sisters escala artistas trans que vivem caricaturas históricas, ressignificando a cultura e satirizando os papéis de gênero que perduram.
Tia Marjorie (Candis Cayne), Mary (Farrah Moan), Hagar (Alexis Bevels), Ruth (Saturn Risin9), Abner (Logan Jennings) e Malachai (Jackson Davis) servem tanto de perseguidores como libertadores das protagonistas, que percebem um mundo enorme ao depararem com o vídeo da drag queen Trixie Mattel. Para pedirem permissão, recorrem à Deus (Kelly Mantle), e aceitam sua inédita direção.
Cocriador e diretor, John Mark Hostetler já ostentava um currículo que variava entre videoclipes para estrelas de Drag Race, como Tammie Brown, o especial ao vivo de Trixie e Katya e o bem-sucedido podcast de Kelly Mantle. Em seu DNA, a mente para lá de criativa de Jordan dá vazão a um herdeiro contemporâneo do que Cole Escola fez com seu espetáculo Oh, Mary, invertendo papéis, negando suposições e fabricando uma realidade faz de conta muito mais engraçada e crível.


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