Depois de escritórios, departamentos governamentais, delegacias e escolas, a comédia de situação chegou ao DMV. Na primeira e única temporada da série da CBS, um grupo de desajustados funcionários públicos alternava a rotina entre a burocracia e o ridículo.
Criada por Dana Klein com base no conto Chicken-Flavored and Lemon-Scented de Katherine Heiny, DMV teve todos os jargões e os mecanismos que fizeram sucesso na TV focada em amizades improváveis e com um cenário banal. Collette (Harriet Dyer), a protagonista, é uma instrutora de direção meio avoada mas cheia de boas intenções.

Dividindo o cubículo dos instrutores, Vic (Tony Cavalero) é um brutamontes sensível e Gregg (Tim Meadows) perdeu o ímpeto desde os tempos em que dava aulas para o Ensino Médio. O trio é disfuncional mas representa uma união de moral e princípios, especialmente em questões muito importantes, como a cadeira defeituosa do veterano.
Responsável por fotografar os clientes, a espevitada Ceci (Gigi Zumbado) passa os dias procurando o que fazer além de clicar na máquina que eterniza as caretas nas carteiras de motorista. Barb (Molly Kearney), recentemente empossada gerente do DMV do lado Leste de Hollywood, é um doce de pessoa sem qualquer malícia ou maldade no corpo, o que cria situações de humor com palavrões e gírias que todos entendem, menos a pobre coitada no comando.

O peixe fora d’água é Noa (Alex Tarrant), imigrante da Nova Zelândia que caiu de paraquedas no emprego depois de cortar laços com os pais milionários. Primeiro chamando a atenção de Colette, Noa navega pelas incertezas do país e pelas diversas tradições americanas, tão estrangeiras a ele.
Em 20 episódios, DMV teve a chance de iluminar situações específicas e outras tantas comuns para quem trabalha com atendimento ao público e precisa lidar com a euforia, a raiva, a impaciência e a depressão de qualquer um que, entre senhas e filas, está ali contando os minutos para dar no pé.


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