O segundo de três livros ambientados no último ano do Ensino Médio de Percy Jackson acontece todo numa semana conturbada e assustadora. Em A Fúria da Deusa Tríplice, Rick Riordan continua a empreitada de levar o semideus à faculdade, e a entidade da vez é Hécate, deusa da magia.
Publicado em setembro de 2024 com tradução de Regiane Winarski para a editora Intrínseca, o livro segue a fórmula da saga: é rápido na ação, afiado no humor e repleto de figuras mitológicas desconhecidas do público geral. A história, simples, coloca Percy, Annabeth e Grover numa missão para conseguir a segunda carta de recomendação para o filho de Poseidon ingressar no ensino superior.

A deusa da magia surge com um pedido impossível de ser negado, o de cuidar de seus dois animais de estimação. Hécuba é uma cadela infernal, Gale é um tourão fêmea (favor não confundir com uma doninha), e não demora para que os pets caiam em ciladas e causem confusão. Surge até um filhotinho na bagunça.
Com muitas referências diretas aos acontecimentos de O Mar de Monstros, o sétimo volume da Saga dos Olimpianos serve também de divulgação à série da Disney+, que segue revivendo o impacto de Jackson na literatura infantojuvenil e lucrando com tramas inéditas sob a mesma ótica de diversão e conhecimento.
“A ideia de invadir o cemitério de uma igreja no Halloween me deixou inquieto. Já era ruim ter os deuses gregos com raiva de mim. Eu não precisava entrar na listinha de Jesus também”.
Mais adequado ao estilo de aventura contra o relógio do que O Cálice dos Deuses, esta aventura é especial para os fãs dos animais monstruosos de Riordan, trazendo o passado trágico e o presente doloroso da cachorra e da tourão, que acabam provando-se vitais para a resolução do problema atual e o avanço do status de Percy, agora apenas a uma carta de sua sonhada vaga na faculdade ao lado da namorada.


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