Minions & Monstros renova pacto de qualidade dos mascotes com o público

Terceira aventura solo dos Minions se passa na Era de Ouro do Cinema

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Quando o mundo está em chamas e a esperança morreu, apenas os Minions podem salvar o mundo. Em Minions & Monstros, a aventura volta no tempo e relata os anos dourados de Hollywood, quando os pequenos mascotes amarelos tornaram-se a salvação – e a perdição – do Cinema.

Stuart, Bob e Kevin não protagonizam o terceiro longa-metragem, dando espaço para a apresentação de novos Minions: James, Henry e Ed são amigos inseparáveis e a causa do aborrecimento de Dick, totalmente vidrado em encontrar um minichefe que seja tão malvado quanto os anteriores. O trio, porém, está enamorado pela Sétima Arte, e chega a Hollywoodland disposto a trabalhar com ela.

Fiel ao conceito retrô, o logotipo da Universal Pictures retrocede da versão atual até a utilizada na década de 1910 durante a abertura do filme (Foto: Illumination)

Separando os personagens em núcleos que mais tarde se encontrarão para a grande resolução, o diretor Pierre Coffin, que também dubla todos os Minions, se deleita nas homenagens e referências à indústria do entretenimento, mas não se apequena frente ao desafio de incrementar os easter-eggs à história principal.

Quando Henry e James encontram o carismático Goomi (Trey Parker), suas ambições criativas são rivalizadas pelo plano do pequeno vilão, que busca o retorno de Irene, o monstro laranja que estampa pôsteres e materiais promocionais. Somam-se ao grupo as presenças de Howard e Phillips, batizados em homenagem aos trabalhos de HP Lovecraft, de onde o filme tira sua inspiração visual para as criaturas.

Minions & Monstros conta com as vozes originais de Allison Janney, Christoph Waltz, Jesse Eisenberg, Jeff Bridges, Zoey Deutch, Phil LaMarr e Bobby Moynihan; em português, temos Guilherme Briggs, Márcio Simões, Carla Pompilio, Alexandre Moreno, Wendel Bezerra e Manolo Rey (Foto: Illumination)

Minions & Monstros é uma aventura colorida e vibrante dos personagens icônicos, passeando por cenários e construções já conhecidas dos cinéfilos e inserindo o humor e a presença dos Minions neles. A chegada do trem à estação ganha contornos cômicos, assim como os trabalhos de Chaplin, Méliès e Fritz Lang. Na parte presente do filme, até George Lucas sai da aposentadoria de cameos e abrilhanta o museu que reúne artefatos históricos.

Ed, o primeiro Minion surdo, integra a língua de sinais dos personagens sem qualquer empecilho ou dificuldade, mostrando que inclusão, quando bem feita, apenas agrega ao material final. O minionês, que vez ou outra domina a internet e rende até prêmios em karaokê, funciona a todo vapor, cada vez mais integrado ao léxico cultural.

Para agraciar os saudosos da franquia Meu Malvado Favorito, a cena no meio dos créditos conta com as participações de Kevin, Bob, Stuart, Gru, Agnes e Dr. Nefário (Foto: Illumination)

Com brincadeiras, zombarias, um robô determinado e uma sufragista que leva os personagens a uma marcha pelo direito das mulheres, Minions & Monstros faz tudo certo. Até mesmo orquestra uma sequência que envolve diversas criaturas voadoras que surgem como resgate aos personagens, um tropo narrativo que Toy Story 5, com quem o filme da Illumination divide as salas de projeção, falhou tão miseravelmente.

Com os Minions, sabemos o seguinte: a criatividade será avassaladora, as piadas serão engraçadas e a fofura com as interações sociais e temporais dos personagens demonstrará o apelo cada vez mais palpável e gratificante dos outrora coadjuvantes. Seja ao lado do jovem Gru, das filhas dele ou de criaturas de outra dimensão, os pequenos franceses amarelos e míopes são garantia de qualidade. 

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